domingo, 3 de junho de 2012 | By: Mel Santos

Fragmentos

De dentro de tua boca provei
o gosto do fel...
Bebi da desconfiança,
enquanto eu te dei Mel...

Contei-me inteira pra ti
,e...
Quiseste arrancar-me o véu...
Escalpelaste minh'alma,
atirando-me ao mausoléu...

Apenas tuas pegadas ficaram,
e uma distância cruel ...

 ( Veja lá...)

Essa burca é vestimenta de liberdade...
Veste a minha face - não minha dignidade,
Ainda que, na absoluta solidão do meu
espelho...minha poesia caminha com honra,
só grita os meus anseios... 

É meu lamento d'alma,suspiro
e devaneio...


Mel




A poesia é meu suspiro d'alma,
nem sempre o suspiro sai
melodioso,bonito...Contudo,
sai sempre verdadeiro...
Minha poesia sou eu!



 




2 comentários:

José Sousa disse...

Olá Mel, boa tarde. Tenho para mim que quando fazemos algo em que nos colocamos a nós próprios, em que nos investimos, em que somos verdadeiros, nunca é possível perdermos a nossa dignidade. Podemos até, pela incompreensão do outro, ter a sensação que a perdemos, nada mais falso. O outro é que não se revelou merecedor do nosso investimento, da nossa verdade, da nossa humanidade. Obrigado pela sua poesia e por tudo.
Um abraço.

Bia Hain disse...

Lindo, Mel, seu poema me faz pensar em uma grande qualidade: dignidade. É com ela que respondemos a quem não sabe nos dar valor. Um abraço!

Postar um comentário

Se gostar deixe um comentário

Mel