sexta-feira, 29 de junho de 2012 | By: Mel Santos

Voo






Minhas algemas ferem meus punhos,
sufocam minh'alma,cortam meus sonhos!
Somente de uma pena disponho,
sãos os voos mais altos a que me proponho...

Respiro-te sim,mas ainda falta-me ar
pois,nunca te entregaste a mim,nunca 
prometeste me amar...Se ainda estou 
por aqui, é que não sei bem meu lugar!

Sou pássaro de asas cortadas,e a tal 
liberdade não sei onde está,pouso em 
suas mãos com amor,não tenho mais 
nada a não ser sonhar...

Deixe-as sempre abertas pra que eu possa
voltar,um pássaro triste se alimenta de fé,
não canta,não levanta voo,não prenda meu pé...



Mel


(amo você)

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4 comentários:

Expedito Gonçalves Dias disse...

Doce poesia, Mel. Todo pássaro preza sua liberdade. Inda mais um pássaro que quer sempre voltar...
Abraços!!

Mel Santos disse...

Muito obrigada Expedito,um prazer tê-lo aqui.
Pois é,a poesia é a linguagem do coração!
Por mais que se respeite a liberdade do outro,todos queremos algemar...e acabamos destruindo o que tem de mais belo,a vontade do pássaro de voltar...

Um abraço!

Fênix27 disse...

Já me tornei uma pessoa suspeita para falar das tuas poesias.Essa é mais uma tão encantadora.
Amar não é viver em prisão,o amor é livre,quando se ama de verdade não se tem algemas.
Adorei,obrigado por compartilhar.
Tenha um lindo fim de semana com muita paz.
Bjos.

~^~ Lena Lopez ~^~ disse...

Que poesia linda! Não existe nada mais importante do que a liberdade para amar!
BJOS
Lena

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