quinta-feira, 27 de setembro de 2012 | By: Mel Santos

Minha flor


 
Ah,minha flor de narciso!
O teu espelho era meu olhar,
Bem sei,que perdias o juízo,
com a seiva do meu cantar!

Florescias ao romper d'aurora,
e ao cimo chegavas ao meio-dia...


[Também me fizeras, a flor de tua
janela, e mudaste até minha cor...
Entre as azuis fui a mais bela:
a branca! na pureza que me pintou!]


Reminiscências passadas,mas não
passado um grande amor...

Estás entre as folhas do meu livro,
enraizado às minhas entranhas, 


Enroscado à minha existência:
um bulbo em sonolência,no ponto
mais alto da minha montanha!



Mel
 

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3 comentários:

Bia Hain disse...

Oi, Mel. Há sentimentos que são assim, ficam tão gravados na alma que nada mais é capaz de extrair. UM abraço!

Mel Santos disse...

Boa noite Bia,são mesmo,por mais queiramos tirar da mente e do coração,não tem jeito...

Obrigada por estar sempre por aqui,um beijo!

Moacir Willmondes disse...

Um bucolismo perfeito para espelhar as muitas superfícies que convergem para um só ponto, dentro de um coração...

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Mel