quarta-feira, 26 de março de 2014 | By: Mel Santos

Ei flor

podo
rego
adubo-a
passo-lhe a mão
transplanto-a
nego a morte
beijo-a-flor
dreno
sem compactação

silêncio agonizante
morte serena
outrora adoçou-me... 
hoje me envenena!

pronto!
um sopro generoso do vento,
uma poda certeira,
adeus minha acácia,
cometi a eutanásia
fora de minha jardineira!

fechei a janela,
joguei-a no terreiro...
quem sabe brotará
noutra floreira?



Mel







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