quarta-feira, 22 de abril de 2015 | By: Mel Santos

Sei não

Desistir, pelo som da palavra - é como deixar algo,
de-existir...


percebeste o meu aceno?
talvez não,
tantas vezes acenei-te
em busca de um olhar,
do teu sim...

só viste o teu revérbero
cintilar a minha têmpora.

no meu aceno - todas as flores estendidas
no teu altar.
no meu aceno - todas as águas jorradas
com teu passar.

inda assim, não alcançaste o meu aceno...
olha-o bem, guarda-o em tua íris,
para que, quando avistares
o arco, as cores estejam salvas!

olha, por não teres visto
o meu aceno amor...
de acenar, desisto,
para não morrer de inanição!



Mel









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3 comentários:

Samuel Balbinot disse...

Boa tarde poetisa..
quantos acenos damos e não temos retorno.. uma poesia muito inspirada.. rimada... num verso falamos tudo que o coração quer dizer em batidas... bjs

Ado, che mi racconti? disse...

hi Mel, how are you? Mimmo

Manuel Luis disse...

Fica com um abraço e um beijo com carinho.
Saúde.

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Mel