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sexta-feira, 5 de outubro de 2012 | By: Unknown

Por aí...

 
No meio da idade
Entre a vida e a falta
de veemência...o vazio
da madrugada,a neblina,
a solidão e calçada...


Uma mesa,um bar,um copo
de vinho,uma cadeira,uma

solidão desgraçada...

Um gole:de razão,onde
o emoção briga com o
instinto,dá socos num ser
um tanto quanto racional
mas tão só...

[quanto aquela cadeira deixada de lado...
quanto eu...]
 

à espera...de um beijo da
Lua,dum toque de dedos,
qualquer calor...um simples
ouvido...quem sabe algo maior?


Que lhe leve a loucura e lhe faça
perder os sentidos...ou achá-lo

para continuar sentindo-se vivo...

Não sei...não sei...todavia,
esse monstro noturno que
nos corrói por dentro,que põe
fogo no pensamento,cresce!...


...  se alimenta de roncos...

e cada dia me come um pedaço...
... e me mata aos poucos!


Mel

 



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quarta-feira, 19 de setembro de 2012 | By: Unknown

Livre





Hoje estourei as algemas,
pulei o muro do teu quintal,
planejei outra estratagema,
voltei a mim,atendi meu sinal!

Minha alma é indomável...
Não suporta correntes!
E teu amor é por demais
implacável... Enlaça-me 
o corpo,a alma e a mente!

Ah,como é doce a liberdade!
Preciso voar,respirar,sonhar,
para amar de verdade...

Meu amor - poesia é pura
rebeldia,ademais...somente
ele... é a minha verdade!  



Mel




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(Voo livre nesse som)













quarta-feira, 12 de setembro de 2012 | By: Unknown

Espelho







Ela sabia cada passo,
conhecia os caminhos,
cada janela e cada abraço...

Quem era ela?
A sombra no espelho...



Mel



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segunda-feira, 10 de setembro de 2012 | By: Unknown

Carência



Se eu fosse um macho
lhe daria uns vinténs,
por um mísero abraço,

por um sussurro ao pé
d'ouvido,por teu corpo,
tua língua e teu gemido...

Se hoje
eu fosse um macho,
pagaria pelo ato...

E depois de satisfeita
cairia na real...
Num choro descomunal...
Insatisfeita!




Mel




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quarta-feira, 11 de julho de 2012 | By: Unknown

Creio no amor


Invisto todas as fichas
em meu sonho de amor...
Com a esperança quase gasta
debruçada na janela 
da minha remanescente idade...
Contudo,numa castidade tão
bela,tão doída,tão minha! Só mesmo
um abade,não perderia a linha!
Ahh,mas se eu perder...
Desprendo o dedo do
gatilho da vida,estanco
de vez todos meus sonhos
e minhas feridas!

És a última cor que 
meu prisma quer ver...

Só tenho um trunfo
nas mãos meu amor...
Olha que sorte!

Nem preciso estourar
os miolos...
Basta deitar-me suavemente

como as folhas no outono
e aguardar o beijo da morte... 
Partirei sem dor,com os
meus lábios em palor unidos
ao dela...Num amor sem fim...

Inda que seja assim...
Jamais desacreditarei no amor
Cri,cri,cri loucamente!
...sempre cri!
Foi ele que não creu
em mim...

  
Mel


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