quarta-feira, 11 de julho de 2012 | By: Mel Santos

Creio no amor


Invisto todas as fichas
em meu sonho de amor...
Com a esperança quase gasta
debruçada na janela 
da minha remanescente idade...
Contudo,numa castidade tão
bela,tão doída,tão minha! Só mesmo
um abade,não perderia a linha!
Ahh,mas se eu perder...
Desprendo o dedo do
gatilho da vida,estanco
de vez todos meus sonhos
e minhas feridas!

És a última cor que 
meu prisma quer ver...

Só tenho um trunfo
nas mãos meu amor...
Olha que sorte!

Nem preciso estourar
os miolos...
Basta deitar-me suavemente

como as folhas no outono
e aguardar o beijo da morte... 
Partirei sem dor,com os
meus lábios em palor unidos
ao dela...Num amor sem fim...

Inda que seja assim...
Jamais desacreditarei no amor
Cri,cri,cri loucamente!
...sempre cri!
Foi ele que não creu
em mim...

  
Mel


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4 comentários:

Claudemir Resende disse...

Nossa! Voce vive me surpreendendo com a sua poesia, essa é de uma sombria beleza, tão bela que dá vontade de gritar: -Não! Ele crê em você sim!
Linda, Mel. Beijos.

Bia Hain disse...

Oi, Mel, adorei esse poema! O amor convida à loucura da entrega tamanha a ponto de que nada mais faça sentido. Eu lhe entendo, é complicado quando nos é exigido um esforço sobre humano para não perder a linha, eis a dignidade. Um abraço!

Mel Santos disse...

Boa noite!

Ah,Claudemir!...Me fez rir,a poesia gera um sentimento tão intenso que ao ler nos sentimos tocados,óbvio que não acontece com toda poesia,tampouco,todos os poetas nos tocam...
Quem bom que minha poesia passa emoção...a intenção é essa...

Um abraço querido amigo,obrigada pelo carinho!

Mel Santos disse...

Boa noite Bia!

Me sinto feliz com sua presença amiga,agradeço seu carinho...

Quanto a poesia...é poesia!

Um abraço querida Bia!

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Mel