Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 25 de abril de 2014 | By: Unknown

Lhe peço

não pinte os seus cabelos, 
         juro, não pintarei a minha boca,
quero encontrá-los em paz,
         para cessar a minha busca!


Mel




Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013 | By: Unknown

Aleatóriamente



A poesia é como um feto,
forma-se pouco-a-pouco...
Cabeça,membro,pescoço...
Algumas vezes: aborto!




Mel



  Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
segunda-feira, 8 de abril de 2013 | By: Unknown

Cansada


Já andei tantas milhas
sem sair do lugar,
que meu corpo cansado
peregrino de mim,
 
pede água e asilo:
põe a termo, 
essa minha tormenta.



Mel




 
Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.

 Licença Creative Commons



quinta-feira, 4 de abril de 2013 | By: Unknown

Agora essa...



tão destemida,
tão à caminho,
tão lúcida
tão certa,
tão forte,
tão viva,
tão,
t,
ã,
o
.





Mel


Licença Creative Commons




Vida



Nem pense em me dar rasteira,
se me chamar para briga,
vou com unhas e dentes...
O amanhã, sei bem,não existe,
mas o hoje,o hoje me pertence!



Mel



 Licença Creative Commons



Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que
Choram sozinhas no mesmo lugar




quarta-feira, 6 de março de 2013 | By: Unknown

Burilo-me



Desuno meu par de asas,
Extingo os rastros,

Com os galhos braçados,
De secos arbustos,

Exercito-me: desgracioso voo.
Até decolo,no entanto,sou ave


que não se sabe o pouso,

[se sou boa de voo],
no chão:inda não me sei.

Mel

 

 Licença Creative Commons


É mais fácil
Cultuar os mortos
Que os vivos
Mais fácil viver
De sombras que de sóis
É mais fácil
Mimeografar o passado
Que imprimir o futuro...




Minha cabeça?...



[Quer saber mesmo?]

em fuga: morro acima,
morro abaixo,
morro a cada dia...
...nascendo-me!



Mel



Licença Creative Commons

[é pelos costumes a fuga: em busca de mim]




sábado, 16 de fevereiro de 2013 | By: Unknown

Uma certa urgência


Há no amor extrema urgência,
pele a implorar pelo toque,
a alma que chora à ausência,
como se o fim dos tempos
penetrasse pela fresta da soleira...

Num raio da última aurora
impregnado de reminiscência...
Há no amor urgência de horas

Um gosto doce de despedida...
[enjoativo!], um lirismo temperado de alegria,
uma tristeza...num sentimento desmedido!
 

Uma saudade necessitante,
numa voz que grita silenciosa,


Uma viúva debruçada na janela,
em oração com a vela acesa,

Há no amor, uma urgência religiosa!

Um nó na garganta que asfixia,
um zumbido no pé d'orelha,
um vento norte que serpenteia...
Há no amor mistério e heresia
e um solitário caminho de rosas!

Há no amor um gosto de vida e morte
[princípio e fim] - uma centelha,
e a dor mais prazerosa!


Mel

...e quando volto a mim,
consequentemente,
 volto para você...






 Licença Creative Commons
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 | By: Unknown

Teia



De repente o caos,
uma tempestade se arma

debato-me,
e me sei,
sou tão nada;

contudo, descubro:tenho asas!

[percepção]


Mel




Licença Creative Commons







quinta-feira, 29 de novembro de 2012 | By: Unknown

Desejo



adormecer em teu peito
é proteção desejada
é fazer da vida poesia...
 

crer que vale a pena sonhar,
pois se vivi até hoje,foi somente 
para te esperar...

e depois... posso morrer,
para eternizar o momento...


 Mel


Licença Creative Commons






[O amor é uma representação da Vontade de vida contida na éspecie humana.
Artur Schopenhauer]
















sexta-feira, 16 de novembro de 2012 | By: Unknown

Vida ou morte...


 
 Este teu jeito frágil - chuvoso
...inconfundível cheiro de terra,

as vezes parece morte,
nem principia,nem se encerra...

és apenas grito de dor...

pedido de socorro: SOS de amor!

É certo...que falas tanto em partir,

ah...mas não é bem isso que desejas!...
Queres um amor tão grande...
que tens até medo do que almejas;

É certo...qu'esse solo arenoso,

trás um coração rachado,
pela secura duma partida...
 

No entanto,vives ainda!
À esperar o gosto do bom almíscar,
o qual trás vida,brisa...

Todavia,somente para quem arrisca!

Ah, não!Não é morte o que queres,[definitivamente]

tampouco a privação do toque,lonjura de gente,
queres mesmo,é desfalecer num olhar,num beijo ardente

queres in-fartar,sim... num gozo seco:fulminante
[em mim...]

Mel





Licença Creative Commons






















Vida



Olha...
se o amor comeu os sonhos,
inda deixou cadinho de vida,

um joelho "cheio d'água,
uma secura nas palavras,
uma peleja ao caminhar,
um desejo enorme de chegada!

Uma dor da solidão,
a qual descamba
noite afora 

e lateja
às madrugadas...


Ah...uma vontade
de morrer,
de querer,
de ser,

amor...

E por sentir-se
um quase nada
tens que existir...
em outra rua,

foges...


Mel




Licença Creative Commons
























quarta-feira, 26 de setembro de 2012 | By: Unknown

Quantas...


e quantas vezes mais devo partir...

Esquecer os velhos caminhos
apagar os rastros da estrada?
Dizer que tudo foi em vão
não apaga a caminhada

Se tudo está em minha pele,
na  saudade em mim tatuada!
Apenas dei-te uma trégua,
todavia, não queira proibir as  

minhas lágrimas salgadas...

Se tantas vezes nos despimos,
se tantas e tantas vezes... as 

nossas mãos tocaram hinos...
de aleluia e de glórias...

Não!Não posso te esquecer,
Estás em minha memória
te amei para meu prazer
e do teu prazer fiz história!



Mel


Licença Creative Commons






















terça-feira, 21 de agosto de 2012 | By: Unknown

Tua matiz




Mundo, ao ver o branco em teus 
olhos pude então respirar, já que
é tempo de paz,vamos a eterna
paz brindar! Um brinde ao ocaso,

a vida que não faz perguntas:
junta!
E finalmente a morte que nos irá
separar,será?Nem a trilha do tempo,
nem uma tempestade de ventos,

Varrerá! O que foi, e que ainda está

aqui em meu pensamento, inusitado
momento que pude te decifrar,te ver
expandir, se misturando às estrelas...

Numa matiz de rara beleza,onde só o Sol

pode te absorver: num tom Ultravioleta,
em ondas médias e suaves: brotaste!


Mel



Licença Creative Commons
















segunda-feira, 20 de agosto de 2012 | By: Unknown

sem alma




 
perdeu as cores
o gosto,o cheiro
de pele,o rumo,
o viço e o vício

foi adormecendo...
regido por ansiolítico
Hoje só  tem visão!

inda assim:
perdeu-se dopado 
na esquina da vida...


 Mel




Licença Creative Commons
















sexta-feira, 17 de agosto de 2012 | By: Unknown

livre

 

Em algum caminho perdi 
o meu passo,se é que 
algum dia tive em poder
os meus passos...

a máscara de flandres
a que me imponho,
corta-me os lábios
dilacera-me os sonhos!

vesti-me de coisa
e deixei de ser gente
se é que algum dia
cheguei a ser gente...

Minha alma é rascunho
no voo da poesia:na liberdade
que apenas suponho...

[liberdade tem gosto de que?]


Mel


Minha alma Clarice Lispector:
Liberdade é pouco.O que eu desejo ainda não tem nome.




Licença Creative Commons















quinta-feira, 9 de agosto de 2012 | By: Unknown

Ah!

 
Alguma coisa divina se acende
aqui dentro de mim...
E explode!...

É uma
adolescência,
um jeito menina...
(assim,assim...)
 
são artifícios de um fogo
cujo calor não tem fim!


Mel

 

Licença Creative Commons














sexta-feira, 3 de agosto de 2012 | By: Unknown

amo o amor


Por mais que eu 
grite bem alto,
minha alma 

sussurra baixinho,
martelando-me 
ao pé d'ouvido:
- quem manda 

aqui  sou eu, e 
não me faça 
alarido,
Hei de amar 

eternamente,
pois é o amor 

que eu amo,
se por acaso o 

amor tiver dono,
então amarei-os...

E este será meu amo!

Mel



Licença Creative Commons




Combinado



Então tá...
que sejamos
nós poesia,que sejamos
a cor,o sabor e as trevas,
que sejamos o compasso
perfeito, que sejamos o Mel
e a relva...a métrica para o
soneto,aquilo que dói na
alma e que sufoca no peito.

Seja o céu da tua boca a fonte
dos meus desejos,seja o Mel
dos meus lábios o gozo para
teu beijo...

Seja minha poesia a mão a
tocar tua pele,seja a tua repulsa
o imã que me procura e ao mesmo
tempo repele...

Seja a tua voz rouca o canto
que hipnotiza,seja meu grito
louco a tua suave brisa...

Então tá...
Sejas Tu meu poeta,serei
tua musa às avessas,
Todavia,não te esqueças
que também sou poetisa...


 Mel


Licença Creative Commons



( tic-tac-tic-tac...)



sábado, 28 de julho de 2012 | By: Unknown

Eu


Ora sou noite,
ora válvula,
sal na palavra...
água em peneira;

Às estrelas,
sou silêncio;
Ao Sol - parelha,
na imensidão
centelha
pena ao vento!

O que é ato,
o que é fato
e está oculto
isento!

A chispa d'uma
abelha ao relento: Mel



Licença Creative Commons