de novo aquele medo
paralisante,
um mal estar físico,
onde fujo pelo céu da boca
em busca do útero,
e assim concentro
as dores do mundo,
num grito mudo,
clandestino ,
quero colo,mãe,pai,
primeiro amor,
fim,destino,
assim não tenho
que agir...
sem ação!
quero teu olhar baço
com pena de mim,
um braço,
um abraço,
uma mão,
um sim!
Todavia,inda resta-me um lenitivo:
- lavar a escadaria d'alma...
com poesia, flores brancas e água de cheiro,
enquanto vivo, voltar a posição de quase:
- de quase poeta,
- de quase feto,
- de quase morte,
- de quase nós,
quase!
[ai que dor!]
Mel



















