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terça-feira, 19 de março de 2013 | By: Unknown

Quase


de novo aquele medo
paralisante,
um mal estar físico,
onde fujo pelo céu da boca
em busca do útero,
e assim concentro
as dores do mundo,
num grito mudo,
clandestino ,
quero colo,mãe,pai,
primeiro amor,
fim,destino,
assim não tenho
que agir...
sem ação!
quero teu olhar baço
com pena de mim,
um braço,
um abraço,
uma mão,
um sim!

Todavia,inda resta-me  um lenitivo:
- lavar a escadaria d'alma...
com poesia, flores brancas e água de cheiro,
 enquanto vivo, voltar a posição de quase:
- de quase poeta,
- de quase feto,
- de quase morte,
- de quase nós,
quase!
[ai que dor!]

Mel
 

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quinta-feira, 14 de março de 2013 | By: Unknown

Medo


Um medo me toma de assalto,
invade meu coração e as veias,
gelando-me o corpo e a alma,
frio:que a minha pele incendeia.

Meus cabelos já agastados,

pelas as marcas do tempo,
de sobremaneira...faz-me
um peso enorme, faz meu
sangue uma enorme geleira.

Não sei se ainda resta-me luta,
ou se já perdi a guerra inteira...

Medo,medo,medo,sempre tu,
a atravancar minhas pernas,
Puxa-me agora!Tenho que ir
além das minhas fronteiras.

Medo,medo do desconhecido,
causa-me esse vácuo maldito,
sugando-me os mais ousados
suspiros; tu cortas as minhas
asas,faz-me perder os sentidos;


Medo,medo,medo paralisante,
Tange-me o chão e os sonhos,
a puxar-me pelas mãos e os pés...
Medo carrasco:mal estar e revés...


 Mel

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terça-feira, 12 de março de 2013 | By: Unknown

Sobrevoo minha insanidade


As vezes penso que perdi a razão,
olho para um lado e para o outro,
e a sensação de não pertencer a
lugar algum, invade-me a alma.

Sinto-me no olho dum furacão,
numa absoluta desconstrução,

quis dar um basta na solidão,
cavei uma solidão descomunal!


O que me desgasta e consome...


Meus pés estão cimentados,
logo eu,que nunca me prendi
ao chão, a não ser...uma doce
saudade,da fissura da minha
terra! Daquela terra rachada,
que nem um pingo de sangue
vertia]

 Meu grito de liberdade,ah... antes,tivesse fugido,
daí já teria encerrado esse episódio[interminável]
essa doença silenciosa,onde não escapa um mínimo
grito.Em estágio final,quero o socorro da eutanásia,
riem-se do meu debater,apresentam mais uma dose,

ninguém vem me socorrer dessa longa metamorfose!
 
Vivo o prólogo duma despedida,mas não desejo o gesto
do aceno,prefiro atirar-me ao mar...no piedoso oceano.

 

Sei para onde vou, no entanto nem caibo em mim,
perdi-me,perdi minha referência;a mão com a qual
eu contava, cansou dessa ladainha...acostumou-se a
viver só...é uma mão que caminha sozinha...as vezes
sussurra de dor, mas só durante à noite, é para ela
que minha mente sempre partiu! Entrevejo o caos,
uma completa ausência,como uma lavagem cerebral;

De mim ,até se foi minhas crenças,
apaguei-as todas do mapa...Penso...
que estou por um fio:sofrendo uma
grave demência; Socorro!Por favor,
com urgencia: uma camisa de força!

Esse travo de loucura que me atravanca
a goela, e pior, o principal desejo findou!
Como sombra que marca passos, sem ao 

menos deixar sequela; minha existência,
talvez,cicatrize a consciência ou me leve
para uma cela;Ela me permitirá ser feliz?

Ainda há quem ache isso coragem,ora,ora... 


Quem sabe caio na vida? Sempre tive uma
profunda admiração por quem não prende-se
a nada,perambula pelas ruas, vive à sombra
da madrugada, sem rumo, mala... ou apego,
acho que isso que é Loucura! Minha loucura
não nego.]

Meu pecado: querer demais um amor,todavia,
Amor não se força, não enfia-se goela abaixo,
então,por agora,devo viver sem ter esperança...

Ahh!Me resta a tal liberdade!

O que vem a ser liberdade?

Deve ser perambular pelas ruas...

Foi essa a minha procura? 
Se foi,viva a minha coragem!
Ah...e Amor?...


Mel








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sábado, 1 de dezembro de 2012 | By: Unknown

Pensamentos


Corroem-me, enegrecendo-me as células,
desejo de fuga! desespero-me,
e vou para longe de mim...

Uma subjetividade fatídica
ata-me os pés ao negrume,

uma diz não,a outra diz sim!

E nessa angustia tamanha...

Vago sem direção,sem saída ...
num túnel sem fim, sem lume...

Dias de trevas...
Nada além de tua palavra
me alegra...

Somente quando diz-me:
- Olha, carinho...[dou-me uma trégua.]


 Mel






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sábado, 27 de outubro de 2012 | By: Unknown

Diferença:



Se eu fosse homem...


Iria pro bar e lá ficaria até me embebedar...
Ah! bendita solução masculina:um coma alcoólico!

Chutaria as paredes ,esmurrava a mesa
e seria pra sempre um cão melancólico!

Não é perda...nem dor!só um cadinho de pena...
dessa merda de vida,cujo tempo evade-se
feito albumina...deixando a pele em ardência:

                                                          [carne viva!


Nem me importam as falácias,tampouco os
rumores!...somente eu sei,o que é solidão!

Beberia como homem...pediria no balcão!

Ahhhh,que se dane a balança,
que exploda a razão,hoje só há
uma certeza na vida:beberei!

...até ver-me no chão!

Esta vida de limbo, d'ecos silênciosos,
de palavras etéreas...as quais contaminam
a carne,feito doença venérea...


Garçom...uma dose apenas:da garrafa magenta,
sim...[a solução pós Socrática]


Preciso afogar minhas mágoas,
salvar minh'alma...antes que 
a venda,e desista de mim e 
continue estática!



[...mas sou Mulher!]


Mel


 

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012 | By: Unknown

Atônito




 Atônito

abriu o portão como
se fosse automático,

atendeu o porteiro
como se fosse eletrônico

Seus pensamentos inóspitos
boiavam num horizonte
sub-aquatico...[seu]

autômato...caminhou à passos largos,
tão fundos...quanto o
oceano atlântico...


Em órbita...
não cria mais no mundo,
[na vida]...no espatáculo!



Mel



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sexta-feira, 5 de outubro de 2012 | By: Unknown

Pois é...





Prazer! Prazer? Prazer...

essa é minha outra metade
a outra maldita parte de mim,
a que berra,que chora,que sente
tesão...e se dá o direito de dizer...

É...sei bem,que é uma covardia
não expressar nem meu pensar,
sentir... Pensa que me sinto bem?

Nãoooooooooo...

Quero assinar minha vida,colocar
minha marca em tudo que faço,
quero assumir minhas rédeas...

Antes...bem antes do fim!



Mel




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Por aí...

 
No meio da idade
Entre a vida e a falta
de veemência...o vazio
da madrugada,a neblina,
a solidão e calçada...


Uma mesa,um bar,um copo
de vinho,uma cadeira,uma

solidão desgraçada...

Um gole:de razão,onde
o emoção briga com o
instinto,dá socos num ser
um tanto quanto racional
mas tão só...

[quanto aquela cadeira deixada de lado...
quanto eu...]
 

à espera...de um beijo da
Lua,dum toque de dedos,
qualquer calor...um simples
ouvido...quem sabe algo maior?


Que lhe leve a loucura e lhe faça
perder os sentidos...ou achá-lo

para continuar sentindo-se vivo...

Não sei...não sei...todavia,
esse monstro noturno que
nos corrói por dentro,que põe
fogo no pensamento,cresce!...


...  se alimenta de roncos...

e cada dia me come um pedaço...
... e me mata aos poucos!


Mel

 



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O que é respirar?



recobrar a memória...
saber-se vivo,dar sentido
à existência...


dar um grito de guerra
de guerra!Permitir-me!

Tenho perguntas a mim...
e milhões de minhas respostas...
Só me falta:ATITUDE!

E agora?


Só me faltava você
para me cutucar a existência
para mostra-me o ponto exato
de minha ferida... onde dói!Onde
dói...onde dói...[pulsa de dor]

Em toda minh'alma,minha existência
está contaminada...nem sei se há cura,
se há saída para mim...
Só sei que morro de solidão...
sinto falta de mim e de ti...
Qual é o nome para isso:


 


Mel





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domingo, 30 de setembro de 2012 | By: Unknown

Panapaná:de partida



Para cada escolha:uma perda!
Sim...é essa urgência de vida,
a falta de segurança,o não encontro...
A despedida!

Para cada escolha:uma perda!
E tem outra saída?
Me jure,me rapte:se prometa,
antes qu'eu te capture!

Para cada escolha:uma perda!
Uma janela,uma porta,uma sede
e uma fome,uma procura do nada
uma angustia infame!...

Para cada escolha:uma perda!
Ahhh, estranha dor 
que me consome...
Tenho que sair de costas,
pra não gritar teu nome!

Ao tirar-te de minhas entranhas,
voaram as borboletas: 
um panapaná - de meu abdômen!

Para cada escolha:uma perda!
...e uma saudade com sobrenome!
[Quem dera pudesse colecioná-las,
ou ser invadida por um enxame...]


Mel



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quarta-feira, 26 de setembro de 2012 | By: Unknown

Não me leia





Por favor,hoje não me leia...
preciso gritar poesia...
tem dias que sou assim...

tem dias que estou assim,
preciso sofrer os meus dias
minha alma pede socorro,
quebro minhas correntes...
não sei se vivo ou se morro,
só sei que me sinto assim!

Ahhhhhhhhhhh... 

( sou loba - é meu instinto )  

Um osso no meio da garganta
no peito um grande sufoco...
minha alma queima - loucura,
um grito de desespero,uma
lágrima arredia...molha a minha
secura!

e uma saudade
nem sei de quê...
uma grande tortura,
do que não se pode ter!

irrequieta...
Abro portas e janelas...Nada!
Todas fechadas pra mim,
não tem ninguém à espera...

acho que é meu fim!


( Ahhhhh...)

Caço...caço...caminhos vazios
escassos...estou fora de mim,
nem me caibo...

( Ahhhhhh!!! )



Mel




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quarta-feira, 19 de setembro de 2012 | By: Unknown

Livre





Hoje estourei as algemas,
pulei o muro do teu quintal,
planejei outra estratagema,
voltei a mim,atendi meu sinal!

Minha alma é indomável...
Não suporta correntes!
E teu amor é por demais
implacável... Enlaça-me 
o corpo,a alma e a mente!

Ah,como é doce a liberdade!
Preciso voar,respirar,sonhar,
para amar de verdade...

Meu amor - poesia é pura
rebeldia,ademais...somente
ele... é a minha verdade!  



Mel




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(Voo livre nesse som)













terça-feira, 18 de setembro de 2012 | By: Unknown

Acorrentada

 
A alma de um poeta
deve ser livre como
um pássaro...

Sua pena deve
seguir ao sabor dos ventos...
sua folha viver ás revoadas...

A alma de um poeta
não deve se prender a nada
...


Mel

 

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Ao som de Marcelo Cardoso














segunda-feira, 10 de setembro de 2012 | By: Unknown

Carência



Se eu fosse um macho
lhe daria uns vinténs,
por um mísero abraço,

por um sussurro ao pé
d'ouvido,por teu corpo,
tua língua e teu gemido...

Se hoje
eu fosse um macho,
pagaria pelo ato...

E depois de satisfeita
cairia na real...
Num choro descomunal...
Insatisfeita!




Mel




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sábado, 11 de agosto de 2012 | By: Unknown

sou emoção




Sinto-me frágil...
como esta pena,
a qual transcrevo-lhes
os meus poemas...
Sinto-me frágil...
emocionalmente abalada,
em cefalalgia...
E minha alma sufocada
em agonia,
Sinto-me frágil...
Tomada por fotofobia,
não vejo luzes,não tenho foco
Preciso adormecer no escuro...
preciso de óculos...
preciso ver além de mim...
Sinto-me frágil...
Sob pressão...tudo lateja
sou emoção!


Mel



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terça-feira, 7 de agosto de 2012 | By: Unknown

Silêncio


O silêncio é um eco ensurdecedor
a perfurar o tímpano, a maltratar
a alma...
Tão irmão da indiferença...tão igual,
tão tudo e tão nada ...o silêncio...
um grito mudo!


Mel



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(imagem Google)



quarta-feira, 1 de agosto de 2012 | By: Unknown

Amor



Venho de outra dimensão,
não sei amar o humano,
o belo,o comum...sou o
rebelde sem causa,não
tenho direito a amor algum.

Carrego essa maldição em
meu peito,o prazer pela dor,
pela cor escarlate! Amor para
mim,não é um enlace,é antes,
um embate...

Tem que ferver minhas veias,
contrair os meus músculos,
doer os meus ossos...penetrar
em minhas entranhas!

Tem que haver uma teia,
viver no crepúsculo...
sonhar com o ócio...há de ser 
a dor mais tamanha - o romper
                                 de um bócio!]

Esse meu coração vagabundo
rebelde sem causa,inda me leva
a um poço profundo,por pensar
que tem asas!





Mel


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terça-feira, 31 de julho de 2012 | By: Unknown

Pena



Entre uma porta e uma janela,
entre Tu e eu - há ela - A outra parte
de mim...sedenta pelo teu beijo
te ofertando os lábios molhados,
nesse desejo carmim...

 
Na pele uma palidez deplorável

uma morta vestida para o festim...

A que ouve a voz do silêncio
que tem a cor cambiante,
que se acostumou a indiferença,
e carrega um sorriso falso
pra enfeitar o semblante...

A que berra com as lembranças

e sabe que no amor só existe

semelhança ...Todavia,ela desperta asco...
E logo torna-se repugnante...
Repele mais que atraí,tem seus pólos 

tão dissonantes...que precisa usar um
disfarce para  poder seguir errante!
[Hoje amor,morro de pena de mim...]


Mel






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Aos cacos



Entrego-me...
a essa dor que me consome,
a esse silêncio que me devora,
a essa distância que tem teu nome,
ao desencanto das horas...

Entrego-me...

a essa paz infernal,
a negritude dos dias! Ao pesadelo

do amor cabal...
Nem sombra daquele arco iris... da brisa em 
minha janela,minhas manhãs são gris,
a vida gargalha de mim,
o destino me faz esparrela!
 
A me seguir - impressões de uma
alma vazia...representação de fascínio,
pra não demonstrar covardia...

Queria sair de mim e não mais fazer poesia...
pois, esse dom de encantar é antes,a minha porfia...

Dum medo de parecer menos,

do medo da rejeição,o pavor
de não ser suficiente...
O medo da delação...

 
Querendo exercer poder
fiz-me inda mais demente...
Perdi o que não pude ter,
e hoje te vejo ausente...
Perdi o amor de magia,
amor de alma e de mente!


Mel





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Sem cor



O que era doce transformou-se

em babel,se transpirava sensualidade,
agora jaz um gosto amargo,
minha poesia arde,por sucumbir
aos teus anseios...meu poema parte,
de mim,e me deixa ao meio,alheio,
perdido ,um barato folhetim...

teus traços cuidadosamente estudados
rabiscaram minha alma...
A cor da magia tornou-se negra,
como meu dia...
instalou-se a balburdia...
o desatino...um alarido chinfrim,

agora sofro,inda mais do que sofria...
Acreditar de novo?
- Nem eu acredito mais em mim...

Tampouco nesse mundo de Sophia...
 

Sou alvo certeiro,meus passos
são delineados...
Minha poesia é o esboço de mim...
uma gravura sem cor,somente
dor,rabiscos feitos á nanquim...
Em minha tela o abstrato,
um retrato do caos...
O fim da busca...

desisto de ti,desisto
de mim... 



Mel



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