terça-feira, 31 de julho de 2012 | By: Mel Santos

Sem cor



O que era doce transformou-se

em babel,se transpirava sensualidade,
agora jaz um gosto amargo,
minha poesia arde,por sucumbir
aos teus anseios...meu poema parte,
de mim,e me deixa ao meio,alheio,
perdido ,um barato folhetim...

teus traços cuidadosamente estudados
rabiscaram minha alma...
A cor da magia tornou-se negra,
como meu dia...
instalou-se a balburdia...
o desatino...um alarido chinfrim,

agora sofro,inda mais do que sofria...
Acreditar de novo?
- Nem eu acredito mais em mim...

Tampouco nesse mundo de Sophia...
 

Sou alvo certeiro,meus passos
são delineados...
Minha poesia é o esboço de mim...
uma gravura sem cor,somente
dor,rabiscos feitos á nanquim...
Em minha tela o abstrato,
um retrato do caos...
O fim da busca...

desisto de ti,desisto
de mim... 



Mel



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