quinta-feira, 14 de março de 2013 | By: Mel Santos

Medo


Um medo me toma de assalto,
invade meu coração e as veias,
gelando-me o corpo e a alma,
frio:que a minha pele incendeia.

Meus cabelos já agastados,

pelas as marcas do tempo,
de sobremaneira...faz-me
um peso enorme, faz meu
sangue uma enorme geleira.

Não sei se ainda resta-me luta,
ou se já perdi a guerra inteira...

Medo,medo,medo,sempre tu,
a atravancar minhas pernas,
Puxa-me agora!Tenho que ir
além das minhas fronteiras.

Medo,medo do desconhecido,
causa-me esse vácuo maldito,
sugando-me os mais ousados
suspiros; tu cortas as minhas
asas,faz-me perder os sentidos;


Medo,medo,medo paralisante,
Tange-me o chão e os sonhos,
a puxar-me pelas mãos e os pés...
Medo carrasco:mal estar e revés...


 Mel

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