segunda-feira, 4 de junho de 2012 | By: Mel Santos

Amor


Algumas velas acesas
...um rastro de pétalas...
Propositalmente deixados ali...
Sigo...são seus passos
Abro a gaveta do tempo - bem devagar
e uma névoa embrenha-se
em meu véu...

(...não contive as lágrimas )

Palavras que me queimaram
a pele,que me arrancaram
suspiros...como se você as tivesse
sussurrado - aos meus ouvidos!
(...lembrei de um tempo...)

Lembrei de nós!
De quando éramos somente
asas...quando nossos pés
nem tocavam o chão...
 
De quando minha língua lambia
sua poesia...Em plena primavera,
em pleno verão!

Cujas palavras eram dedos
e sabiam onde tocar...
...de quando eu abria as janelas
e lá estava você...com os bilhetinhos
nas mãos - dizendo me amar...



Mel






 saudade



2 comentários:

margusta disse...

Bom dia Mel...como eu a entendo!!!
O seu poema é lindo e traduz tudo aquilo, que eu gostaria de escrever.
Deveria ser proibido fazer sofrer os outros a quem só quer satisfazer o seu ego e desejos, não olhando a meios para atingir fins...
Deveria ser proibido fazer o uso indevido da palavra semeando no caminho um rastro de sal e sangue...a dor não é uma utopia!
Sei do que fala!

Acabei por passar hoje...voltarei quando o tempo e a vontade mo permitir.
Fique bem!
Beijos e boa semana!

Edileusa Amorim disse...

Amei. Maravilhosa, SE volta ao passado.

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Mel