quinta-feira, 3 de abril de 2014 | By: Mel Santos

Poesia-zinha

não me segure
sou como peixe
só como peixe
as vezes, cardume

não se acostume
posso mudar,
mudo de casa,
mudo as asas
tenho dom de voar

meus voos são rasos
mas se for o caso
posso-os mudar
os passos são largos

mudo o caminho
mudo o destino
meus passos lasso
não pode alcançar

não me dê nó
eu aceito laço
se me cativar!

me regue
me pegue: leve,
pode me enlaçar!


Mel











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4 comentários:

Henrique Caldeira dos Santos disse...

A poesia!
:)

Samuel Balbinot disse...

Bom dia Mel.. essas poesias pequenas tem uma força incrível. poucas palavras que dizem tudo.. e tu define muito bem o todo que te cerca.. se prender tem que saber cuidar senão melhor nos deixar voar beijos de bom dia e até sempre

Mel Santos disse...

Obrigada Henrique, beijos!
Bom dia para você!

Mel Santos disse...

Bom dia Samuel, obrigada! Tu tens razão, acho que essas são as que brotam mais naturalmente, sem elaboração alguma, talvez por isso, eu tenha a diminuído, quando é exatamente o contrário, um grande beijo, até sempre...

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