quarta-feira, 2 de maio de 2012 | By: Mel Santos

Morrer n'areia

Esse dragão que te tortura
com quem lutas todo dia
é minha boca que procuras
donde destila poesia...

Isso faz muito sentido,
o silencioso medo de amar
O qual te causa terror,
Que não te permite gritar!

Se te embriagas pelas noites
perdido à luz da Lua
dizendo-se apaixonado...
Tropeçando pelas ruas!

É minh'alma que a tua busca
nessa saudade infinita
nessa tristeza tão crua...

Na essência do abandono
sofro aqui calada,solfejando poesia
sendo por ti inspirada,
largada como cão sem dono
nos silêncios das madrugadas...

Ai,não chego à luz do dia
Pois já estou condenada a viver
essa saudade - e morrer n'areia fria!



Mel





1 comentários:

Bia Hain disse...

Oi, Mel, essa semana tenho sentido essa saudade doída, que parece matar um pouquinho por dentro. Lindo poema, um abraço!

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Mel