terça-feira, 14 de agosto de 2012 | By: Mel Santos

Saudade


quando a saudade grita
aguda como um punhal
a romper a carne quente
numa dor quase mortal

quando a saliva tem gosto
sentindo a tua existência
não se sabe se é castigo
ou somente uma vontade

que suplica a tua presença
o bálsamo mais precioso
o remédio pra essa doença:
as gotas de um doce gozo!

Perdendo-se nessa querença
é que o ventre implora
o peito arfante reclama:
Saudade!
[só sente mesmo quem ama]




Mel


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2 comentários:

carlos roberto disse...

Seus poemas são lindos. Parabéns pelo blog!

Bia Hain disse...

Mel, tenho sentido tanta saudade que é melhor nem pensar muito no assunto...um abraço!

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Mel